quinta-feira, 29 de agosto de 2013

“ O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS O SILÊNCIO DOS BONS” Pr. Mártin Luther King



            Esta histórica frase é uma das mais conhecidas e refletidas entre os idealizadores da segunda metade do século XX e início do século XXI. É de autoria do pastor evangélico norte americano Mártin Luther King Jr. ( pena que a mídia brasileira, ainda preconceituosa com os evangélicos, com raras exceções, não dão esta informação de forma correta). Outra muito conhecida é: “ I Have a  Dream” , “Eu tenho um sonho”, que foi parte do discurso mais conhecido de sua carreira.
            O motivo deste texto, óbvio, é a comemoração dos 50 anos da histórica manifestação de Washington que foi realizada no dia 28 de agosto de 1963 e liderada pelo pastor Luther King, quando mais de 250 mil pessoas se reuniram e mostraram que queriam, não apenas uma América, mas um mundo, onde as pessoas fossem respeitadas não pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter. O “ponta pé inicial”, que tornaria Luther King conhecido publicamente como um ativista contra o racismo ocorreu em 1955, quando uma negra recusou-se a ceder o lugar no ônibus para uma branca e foi presa por isso. Luther King liderou um movimento que ficou conhecido como o “boicote do ônibus de Montgomery”.
            A manifestação de agosto foi o ponto auge que fez com que os Estados Unidos, principalmente os Estados do Sul e outros países refletissem e tomassem medidas mais claras sobre as questões ligadas aos direitos civis.
            Quando se faz uma pesquisa sobre a biografia deste pastor batista, filho também de outro pastor, percebemos que o auge do seu ministério não foi um campo missionário ou somente assuntos eclesiásticos. É claro que  ele acabou tornando-se um ativista de assuntos políticos, na melhor interpretação da palavra, pois ele não foi nem politiqueiro e nem se tem notícia de que ele candidatou-se a um cargo político. Todavia, o centro de suas atividades foi a luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Seu lema era a “não violência”, assim como era a do líder indiano Mahatma Gandhi. Com vistas nisto, algumas reflexões cabem aqui.
            Primeiro, é fato que a mídia secular do mundo inteiro busca comparar Luther King com Obama. Porém é honesto que se façam distinções e diferenças entre os dois, não apenas pelo fato de que Luther King era simpatizante do partido Republicano ( que historicamente nos Estados Unidos tinha a preferência dos negros ) e Obama é dos Democratas, mas, principalmente por causa das diferenças ideológicas ligadas aos conceitos aos conceitos de vida e família.
            Obama é defensor do aborto e do casamento de gays. Luther King não o era. Sua família era tradicional quanto a isto, percebe-se, tanto na postura de seu pai, que faleceu em 1984, como também de sua sobrinha que deu entrevista a pouco tempo e mostrou-se contrária a casamento de gays. Tentar comparar Luther King e Obama quanto a estes conceitos é uma enorme “forçação de barra!”.  
            Segundo, em se falando de ministério, por mais que seja correto, que a prioridade de  um ministro do evangelho  seja a pregação  que salva a alma do pecador e que edifica aquele que já foi salvo, contudo, a vida de Luther King ensina a nós ministros que, não podemos ter “olhos cegos, nem ouvidos surdos” aos desafios sociais que estão ao nosso redor. Estamos neste mundo e temos desafios nele. Sei que é difícil estabelecermos o equilíbrio entre “reino dos céus e reino na terra”. Não tenho dúvida de que a prioridade da Igreja é o reino dos céus. Estamos aqui como embaixadores temporários. Contudo, se nos omitirmos quanto aos assuntos gritantes aos nossos ouvidos, creio que Deus vai cobrar de nós. Uma forma de fazermos a luz do evangelho brilhar através de nós é agirmos naquilo que a Bíblia claramente diz que é errado. Por exemplo, Deus não teve nada a ver com a interpretação “louca” de uma minoria de falsos cristão norte americanos quando criaram a demoníaca “ku klux klan”. Ao contrário disto, Ele permitiu que um pastor negro se levantasse como um verdadeiro baluarte na luta contra a segregação racial e a favor da igualdade dos direitos entre brancos e negros. A Bíblia diz que no verdadeiro evangelho da graça não há servos, nem livres, judeus nem gentios, todos são um em Cristo Jesus.
            Um grande desafio para os pastores neste século é defender os valores bíblicos quanto às questões ligadas à vida e à família, e isto, sem perdermos o princípio de que devemos aborrecer ao pecado, porém amar ao pecador. Os valores absolutos expostos na Bíblia não devem ser questionados. A vida começa na fecundação, isto tem que ser respeitado. A família, segundo o modelo da Bíblia, deve ser formada a partir da união de um homem e uma mulher. Isto é fato. Porém tudo isso tem que ser defendido, sem esquecermos o maior de todos os mandamentos, o amor!
            Por outro lado, existem leis cruéis que visam destruir a família e o verdadeiro sentido da vida, e, enquanto poucos ministros se expõem e sofrem perseguições nesta luta, infelizmente vemos uma maioria desinteressada e achando que estes assuntos não são importantes. Cabe aqui a triste realidade do “silêncio dos bons” enquanto o “grito dos maus” faz-se ouvir. Deus nos chama a sairmos da posição de conforto.
            Termino este texto escrevendo algumas frases históricas deste líder pastor que podem servir de estímulo para não estarmos indiferentes frente aos desafios de cidadãos  e, principalmente, frente à grande batalha espiritual na qual estamos engajados como defensores do evangelho e da pregação da mensagem que pode salvar aqueles que estão perecendo, indo em direção ao caminho da perdição.
“ Se não puder voar, corra. Se não puder correr ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito”
“ Se um homem não descobrir nada pelo qual morreria, não está pronto para viver”
“Eu segurei muitas coisas em minhas mãos e eu perdi tudo, mas tudo o que eu coloquei nas mãos de Deus ainda possuo”
“ O que me preocupa não é o grito dos maus,  mas o silêncio dos bons”
                                                                                         Frases do pastor Mártir Luther King

Deus nos abençoe!

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva


sábado, 24 de agosto de 2013

PODEROSOS PASSOS DE FÉ



         Lá estava um homem, já era idoso e estava subindo ao monte Moriá. Depois de tanta experiência, estava ele sendo submetido a mais uma. A mais forte delas. Ao contrário do que prega a teologia triunfalista, Abraão não estava dando passos arrogantes, com nariz em pé, dizendo que não aceitava isso ou aquilo, que “ordenava” e a benção “tinha que vir agora”. Não, os passos que fariam dele o pai da fé foram os mais difíceis da sua vida. Não sei nem se ele conseguiu levantar muito a cabeça. Quem sabe pensando na infância do filho que tanto amava e que agora Deus estava pedindo em holocausto. Sim, meus amados, o autor da carta aos Hebreus nos confirma que, o que fez desse homem um herói na fé foi o fato de que ele estava disposto a oferecer seu filho, ou seja, não o foi a expectativa de receber,mas sim a de ceder, renunciar, obedecer, mesmo que não estivesse entendendo tudo plenamente. Abraão era obediente e confiava em Deus. Se o Senhor tinha prometido fazer de Isaque uma grande herança, Abraão estava mesmo disposto a obedecer, crendo que Deus tinha poder para ressuscitar seu filho.
            Depois de dar passos difíceis, dolorosos, porém de fé, durante três dias, a Bíblia diz que Abraão viu de longe, o monte do sacrifício. Agora os passos seriam ainda mais difíceis, pois seria apenas ele e o filho que tanto amava; os que acompanhavam ficariam esperando. Que passos tremendos não devem ter sido estes! Passos não de um mero triunfalista que quer as coisas do seu jeito, mas sim, passos de u m triunfante que, no momento mais difícil de sua vida, não recuou, não murmurou, mas ao contrário, obedeceu. Sim amigo, às vezes é no momento mais difícil que passamos, que Deus  nos experimenta a darmos os passos de fé mais fortes da nossa vida!
            A coisa ficou ainda mais difícil quando a voz de seu filho amado diz que eles tinham a lenha e o fogo, porém faltava o cordeiro para o sacrifício. O que dizer? As vezes, nas piores lutas, não temos a resposta para a esposa que tanto amamos, ou o filho do nosso ventre, em quem fizemos nossa expectativa de vida, para ser a nossa continuidade. Este homem mais uma vez foi sábio e disse: Deus proverá!
            Sim, os passos mais poderosos da fé na vida de Abraão foram, justamente, no momento mais difícil de sua vida. Foram passos de sofrimento, de obediência, de reflexão, mas , acima de tudo, de confiança de que Deus estava no controle e que, tão certo quanto existem areias na praia ou estrelas no céu, Deus é fiel para cumprir aquilo que prometeu. O final da história nós conhecemos. Deus não permitiu (e nem permitiria) que Abraão sacrificasse seu filho, porém estava provado, tanto para ele ( Abraão), como para o mundo, quão grande era a fé triunfante deste homem! Na história da fé,muitos outros deram estes passos; uns alcançaram o que Deus especificamente prometeu ; outros morreram na esperança do que Deus prometera na vida vindoura, porém, eles deram os passos da fé, triunfantes passos, que no mundo espiritual soava como passos de um grande exército. Poderosos passos da fé, não aos olhos e ouvidos dos homens, mas aos olhos e ouvidos de Deus!

Deus nos abençoe!


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE



            Esta frase está registrada em II Cor 5: 14.                 
            Primeiro, o amor de Cristo nos constrange, significa dizer que Ele nos conquistou. Não fomos nós quem amou primeiro, mas Ele. O sentido aqui é daquele que conquista a sua amada e ela sente-se constrangida por seu amor e, conhecendo-o, o ama também. A Bíblia tem passagens bíblicas que retratam Deus comparando a pureza do amor conjugal, com o amor Dele por seu povo. Quantos não estavam entregues a própria sorte, contudo, Cristo se aproximou com seu amor e os resgatou? Este amor nos constrange! Hoje, a Igreja como noiva de Cristo pode dizer: “ Eu sou do meu amado”!
            Segundo, o amor de Cristo nos constrange pelo fato de que não éramos dignos deste amor. A Bíblia diz; “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5: 8. Nós merecíamos a condenação. Sim, todos os que são sinceros reconhecem que não existe mérito humano que mereça a salvação. Todos nós fomos colocados debaixo do pecado e, individualmente sabemos disso. Só que este amor incomparável nos alcançou.
            O amor de Cristo nos constrange pelo fato de que Ele não nos abandona. Não se divorcia! Não nos trai. Ao contrário, Ele investe em nós, alimenta este amor, nos renova nele, mantém a sua fidelidade. Em Filipenses 1: 6 está escrito que “Aquele que começou em vós a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo”. Nunca partirá de Cristo a infidelidade nem o abandono. A Bíblia diz: “Se somos infiel, Ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo” II Tm 2: 13. Isto nos lembra a linda passagem descrita em Oséias, quando Deus ordena o profeta a tirar uma mulher de sua prostituição, casar com ela, honrá-la e lhe dar o seu nome. O contexto mostra que aquela mulher volta aos seus amantes, porém, enquanto ela está dormindo, era o profeta quem deixava na porta de sua tenda o seu alimento. Deus estava mostrando ao profeta que, da mesma forma, Deus tirara Israel do meio da idolatria, “casou-se” co Israel, deu a esta nação o seu nome, contudo, Israel voltou aos deuses falsos, contudo Era Deus quem fazia cair do céu a chuva para que a terra desse o seu fruto. O amor de Cristo nos constrange pelo fato de que, não é Ele quem se a fasta de nós, mas nós que podemos nos afastar Dele. Mas, mesmo assim, se voltarmos com o coração verdadeiramente arrependido, ele não nos nega o perdão e a restauração. Este amor nos constrange!
            Por último, este amor nos constrange, significa dizer que, não ficaremos numa situação confortável se não compartilharmos este amor. O contexto que Paulo está enfatizando neste capítulo é este. Paulo afirma que se um morreu por todos, logo os que vivem, não devem mas viver por si mesmos, mas por aquele que morreu por eles. Logo o apóstolo afirma que somos embaixadores de Cristo. Quem, verdadeiramente foi alcançado pelo amor de Cristo deve ter o desejo de compartilhá-lo.
            Sei que este singelo texto não encerra a grandeza do que este versículo nos traz, pois não existem textos, nem livros, nem nenhuma outra forma de expressão que consigam maximizar esta expressão. Este amor é insondável , profundo para entender, porém simples para ser alcançado e sentido. Jesus nos ama, é isso!

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva