domingo, 30 de junho de 2013

CLAMEMOS A DEUS EM FAVOR DO BRASIL


É tempo de clamarmos a Deus em favor do Brasil. Várias igrejas evangélicas do país estão se unindo neste propósito. Outras estão incluindo períodos de jejum e consagração. A igreja onde sou co-pastor está unida nisto.
            Não podemos ficar num entregismo estático, indiferente, do tipo “não vai melhorar mesmo”. Também não podemos perder nossos alvos. Nos nossos encontros, reuniões, concílios, conselhos ou convenções, deveríamos lembrar que, como cooperadores da obra de Deus, temos a responsabilidade de estimular, convocar, conclamar o nosso povo a orar pela nação, neste momento histórico, porém indefinido.
É tempo de esquecermos nossas diferenças político-denominaconais ou político-convencionais e, em unidade, levantarmos um clamor nacional pelo Brasil! 
Oremos pela unidade da Igreja, pois sem unidade não existe avivamento e sem avivamento não veremos cumpridas as promessas do Senhor! O inimigo das nossas almas sabe disso e está fazendo de tudo para que a Igreja não esteja unida. Devemos estar atentos, pois ele não tem usado apenas as carnalidades reveladas, mas também as “carnalidades ocultas em falsas espiritualidades”. Mas o que é isto? É quando eu justifico minha contenda e desunião com meu irmão, alegando ser o único defensor do correto e espiritual. O apóstolo Paulo discerniu isto muito bem quando disse que em Corinto, no meio da contenda entre os irmãos, havia os que alegavam “ser de Cristo”, porém estavam é estimulando a desunião na igreja. Não são os mecanismos humanos que identificam isto, mas sim a operação do Espírito Santo na Igreja, através do dom discernimento de espíritos.
Lembremo-nos de que uma igreja não deve ser competidora de outra, mas sim cooperadora do Reino de Deus, através da pregação do evangelho, sim, o verdadeiro evangelho, que prega a salvação da alma, através do sangue precioso de Jesus. Todas as outras bênçãos só podem ser anunciadas se esta mensagem for pregada primeiro!
Vamos cooperar uns com os outros nesta oração. Anuncie, compartilhe, leve esta boa notícia! Peça a seu pastor. Você pastor, conclame seus membros. Imagine a igreja brasileira unida em oração. Quantas benção poderão vir disto!
            Oremos para que o nosso povo tenha discernimento espiritual e não venha colocar no poder pessoas que são a favor de leis que contrariem a vontade de Deus, manifesta na Sua Palavra. Oremos para que nossos liderem não se vendam e indiquem pessoas que são a favor destas leis injustas, tanto sob o ponto de vista moral, como também social. Oremos para que em meio às manifestações cívicas e legítimas não prevaleça o anarquismo e a desordem. Oremos para que estas leis imorais do aborto e do casamento gay não prevaleçam ( não obstante a do casamento gay já ter virado lei, através do CNJ). Oremos, oremos e oremos.
            Oremos por nossas autoridades, “ ... que se façam deprecações, orações, interceções e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” I Tm 2: 1,2. “ e se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” II Cron 7: 14. Não tenho dúvidas é tempo de clamarmos a Deus em favor do Brasil


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

GOD BLESS AMÉRICA



            Esta é uma frase muito popular nos Estados Unidos, usada quase como um jargão. Nas gerações passadas era usada de forma mais confessional, principalmente por causa da fortíssima influência das igrejas Protestantes na formação da nação. Hoje em dia é usada de forma mais ecumênica e até mesmo secular.
            Ela faz parte de uma música, que é considerada um “segundo hino nacional” deles. Sua tradução é: “Deus abençoe a América”.  Esta música foi escrita em 1918 por Irving Berlin e recebeu uma segunda versão em 1938. É curioso como este período compreende o intervalo entre a 1ª e 2ª guerra mundiais, quando o mundo presenciava a crescente ascensão dos Estados Unidos no cenário mundial, o que ficou caracterizado na participação norte americana nas duas guerras e estabelecido no pós-guerra, com a bipolarização entre Estados Unidos e União Soviética. Então, podemos afirmar que esta canção era, também, uma forma de auto afirmação do nacionalismo americano, o que já era ideologia deles desde o séc. XIX com o conhecido “Destino Manifesto”.
            Fato é que esta música traduzia o “espírito norte americano”. Era a oração de um povo, cuja colonização foi de povoamento e por 13 colônias de evangélicos; Parte da alfabetização das crianças era feita com a Bíblia. A forma de regência congregacional de algumas igrejas influenciou no sistema democrático dos governos locais. Os juramentos eram feitos com a mão sobre a Bíblia. Porém, o mais significante é que havia a preocupação de que os valores da nação fossem os valores ensinados nas igrejas, tendo a Bíblia como orientador! Há quem diga que até quando o presidente Trumam, membro da igreja batista, manifestou-se a favor da criação do Estado de Israel, ele sabia o que estava fazendo!
            Independente da interpretação que cada um queira dar, o fato é que ninguém pode negar que o quadro norte americano hoje é completamente diferente. Como, na história, não existe fato sem seus processos, podemos afirmar que a construção (ou desconstrução) deste quadro foi lento e contínuo, como uma louça que vai perdendo sua vedação aos poucos até deixar-se vazar!
            Quando acompanhei a notícia de que a mais potente nação do planeta, tanto belicamente, como tecnologicamente e também economicamente, aprovou, via Supremo Tribunal federal, a igualdade entre casamento hetero e homossexual, contribuindo assim para aquilo que o sistema mundano, regido pela ONU, via comissão dos direitos humanos, chama de “desconstrução da heteronormatividade”, não tive dúvidas de que a América, que os americanos pedem que Deus abençoe, não é mais aquela que Ele abençoava nos séculos e décadas passadas.
            É claro que eles dão como desculpas o fato de que Deus continua os abençoando, ora, dizem eles, se os tempos mudaram, a interpretação da Bíblia também tem que mudar. Só que eles estão esquecendo de que, valores absolutos não podem ser alterados. Um mais simples leitor da Bíblia compreende isto. Deus estabeleceu princípios que não variam com o tempo, tanto para as famílias, como para a Sua Igreja! É triste afirmar até o fato de que, uma importante denominação americana liberou sacerdotes gays em sua instituição!
            Desde os tempos bíblicos, o principal líder da nação acaba sendo o parâmetro para as ações de todo o povo. É interessante como isto não mudou. Mudam-se as formas de governo, porém a humanidade continua a mesma e o que a Bíblia diz sobre ela continua certo. Pose ser rei, ministro ou presidente. A postura dele(a) influenciará todo o povo! É o que temos observado nas ações do presidente norte-americano e que tem influenciado, ou fortalecido o que já está no coração da nação! Você tem até o direito de dizer se aprova ou não aprova, porém não pode discordar de que, quão diferente os Estados Unidos estão ficando daquilo que a Bíblia ensina sobre vida e família!
            E o que eu tenho a ver com tudo isso no Brasil?
            Primeiro, é importante realçar que, o que acontece nos Estados Unidos repercute no mundo inteiro, seja bom ou ruim! A doutrina de Obama em defesa do casamento gay e do aborto, tem sido muito mais do que um pedido de “respeito ao diferente”, tem sido sim, um verdadeiro empenho de tentar desconstruir o modelo tradicional de família, não apenas na América do Norte, como também no mundo! Chega a ser escatológico!
            Segundo, temos que estar atentos ao Brasil, pois não estamos vivendo dias diferentes aqui. Só que com uma diferença! Missionários do mundo todo tem afirmado que grande é a obra de Deus neste país. Podemos perceber pelo fato de que, “aqui não tem sido barato para eles” Há um forte grupo atento para que estas coisas não tomem conta do país, e se tomarem, continuaremos proclamando a vontade de Deus para a nossa nação! É tempo de orarmos e é tempo de agirmos. Em toda a história de avivamento da Igreja, pecado sempre foi chamado de pecado. A luz sempre incomodou as trevas!
            Tenho certeza de que muitos irmãos norte americanos tem sofrido a chorado aos pés do Senhor, em meio a toda esta apostasia e creio que Deus é poderoso para restaurar espiritualmente esta nação. Creio, também, que nós no Brasil podemos ser a geração que não vai passar sem deixar a sua marca na história!

Deus abençoe a América...
                                          Deus abençoe o Brasil!


                                                                                   Pr. Cláudio César Laurindo da Silva





quinta-feira, 20 de junho de 2013

QUANTAS “PEQUENAS MINORIAS” SÃO NECESSÁRIAS PARA SE FAZER UM GRANDE ESTRAGO?



            Observando as manifestações que se espalham pelo Brasil durante a semana, não há como duvidar que este é um assunto de grande repercussão nacional e internacional. Não tenho dúvida de que já está registrado na história do nosso Brasil, embora ainda não saibamos como irá desembocar-se no futuro.
            É claro que, toda manifestação pacífica, desde que não venha a ferir a ordem pública e os valores éticos da sociedade, é um direito constitucional e não pode ser violado. Há um lado claramente positivo, que repercutiu no Brasil e no exterior, que foi a capacidade de mobilização da sociedade brasileira, especialmente dos estudantes. 
            Contudo, creio que Deus permitiu que eu pudesse escrever meus textos não apenas para que se torne elemento de elogio ( e é bom que seja assim para não se tornar “egogio”), nem para ser sempre “curtido” o “compartilhado”, mas, acima de tudo como elemento de reflexão. Principalmente baseados em elementos bíblicos!
            Tenho percebido a mídia, com receio de não estar agradando aos manifestantes do Brasil inteiro, repetindo várias vezes, quase como um  “mantra”, como disse o jornalista Reinaldo Azevedo, a frase: “ uma pequena minoria”. Em nome disso tenho observado várias cenas no Brasil inteiro, de violência e desrespeito às leis e a Constituição. Ora, não se pode lutar em defesa dos direitos Constitucionais, infringindo a própria Constituição!
            São interessantes os argumentos; Agente ouve a notícia:

- vários bancos foram quebrados e saqueados, mas tudo bem, foi só uma “pequena minoria”.
- várias lojas e comércio foram quebrados nas ruas ( e isso de várias capitais), mas tudo bem, foi só uma “pequena minoria”.
- vários carros e ônibus estão sendo queimados ( e isso em várias capitais), mas tudo, foi só uma “pequena minoria”.
- O terminal de barcas do Rio de Janeiro foi invadida, mas tudo bem, foi só uma “pequena mioria”.
- As ruas depredadas por pichações, pneus queimados, e instituições históricas com seus vidros quebrados e destruídos, mas tudo bem, foi só uma “pequena minoria”.
- Instituições públicas, que por lei, devem ser preservadas estão sendo invadidas e saqueadas, como a ALERJ no Rio de Janeiro, (que teve suas paredes pichadas, suas janelas quebradas, sua sala interna com móveis quebrados), como no Palácio dos Bandeirantes (que teve depredações), como na Prefeitura de São Paulo (que foi literalmente depredada, teve vidros quebrados portões arrancados, podemos afirmar que houve  uma invasão), como em São Luiz ( onde houve invasão e depredação), além de outros lugares que me faltam espaço para escrever. Foi noticiado que em mais de 8 capitais houve tentativa de invasão a prefeituras. Mas tudo bem, foi só uma “pequena minoria”
- E quem diria, nem a mídia escapou, além da globo que, claro, está na lista de frente ( seus repórteres estão cobrindo estes eventos com microfones sem o logotipo da empresa, por segurança).Eu mesmo vi uma reportagem da band,ao vivo, que não pôde ser concluída, porque alguns manifestantes interromperam a gravação. Repórteres do SBT foram expulsos e xingados de fascistas em Brasília. Um carro da Record foi queimado em São Paulo, mas tudo bem, foi só uma “pequena minoria”.
            Vocês perceberam que, de tantas “pequenas minorias”, quantos estragos estão sendo feitos no Brasil inteiro? É claro que eu também concordo que a maioria dos manifestantes não estão compactuando com estas coisas, porém, vale uma reflexão.
            Primeiro, percebo que tem gente que não faz todo esse quebra-quebra, mas está “apoiando” ideologicamente quem faz. Conversando com algumas pessoas, percebi isto. Tenho exemplos: Enquanto eu cortava meu cabelo, a tv do local estava ligada e estava passando a reportagem sobre a depredação da ALERJ, então uma pessoa que estava no local ( que não era o barbeiro) fez o seguinte comentário: “tem que quebrar mesmo, o povo não agüenta mais”, tentei explicar que, a manifestação nos dá orgulho,porém o quebra- quebra não. Antes que eu fosse vítima de outro quebra-quebra, me calei. Outro exemplo foi quando conversava com meu vizinho, aquele papo rápido, enquanto o elevador sobe. Ele me dizia: “tem que quebrar tudo mesmo, eles gastam o nosso dinheiro”, aí eu respondi que será o nosso dinheiro que vai ser usado  para concertar os estragos feitos, aí ele ficou sem respostas.
            Segundo. As manifestações para gerarem mudanças, não precisam ser recheadas de atos de terror. A primeira das manifestações destes dias, feita pelos evangélicos, que reuniu em Brasília mais de 70mil em horário de trabalho, por defesa da família tradicional, contra o aborto e a favor da liberdade de expressão e contra a corrupção, não teve um só ato de violência e com certeza teve sua repercussão no Brasil. As marchas para Jesus, que tem reunido milhões de evangélicos nas ruas do Brasil tem mostrado ao país que não somos “um bando de alienados”. As duas maiores manifestações que promoveram mudanças políticas no Brasil, que são usadas como exemplo por essa garotada, não foram recheadas por depredações, prédios públicos não foram quebrados, jornalistas não ficavam acuados, com medo de serem agredidos pelos manifestantes ( mesmo que fossem uma minoria,  pois esta minoria não existiu na época). Estou me referindo, primeiro, à manifestação pelas diretas já. Eu já era um adolescente e me lembro como foi. A segunda foi o movimento pelo impeachment. Eu já tinha maioridade e estava numa Universidade Federal, na época.
            Terceiro, para aqueles que são cristãos, seguidores de Jesus e dizem ser santuários do Espírito Santo, vale lembrar que, para nós, não vale o princípio da violência nem das depredações. Se por um lado, existem crentes interpretando uma profecia feita por uma pregadora estrangeira, associando às manifestações ( não duvido que possa ser), porém outro, tenho a certeza de que as violências e depredações não são da vontade do Senhor e a Igreja de cristo não deve estar envolvido nelas. Eu percebia, vendo as reportagem, o ódio expresso nos rostos e nos gestos promovido por essa gente. Isto é coisa maligna! Aquele que promoveu a maior mudança na sociedade, de todas as épocas e gerações. Tanto que o mundo foi dividido em antes e depois dele, não usou de nenhum recurso de violência, não mandou seus discípulos arregimentarem os judeus e tentarem tirar a força o Império Romano do domínio dos judeus. Não mandou depredar, nem destruir. Sabe quem foi? Jesus Cristo!
            Entre o revolucionalismo científico ou guerrilheiro ( que infelizmente tem até pastor esquerdista defendendo e arregimentando membros) e o pacífico e ordeiro, eu, como seguidor de Cristo este último.
            Não esqueçamos também que, temos o maior elemento de mudança que pode existir, que são as nossas orações. É tempo de clamor pelo Brasil. Lembremo-nos de Sl 33: 12 e de II Cron 7:14. Temos, também, o nosso testemunho. Um cristão de verdade não se corrompe, não furta. Um cristão de verdade vai pensar nos mais necessitados. Enfim, vai ser canal de uma sociedade mais justa.
            Por último, neste que creio que está sendo o meu maior texto, pois o momento é único no país. O maior e mais poderoso elemento de mudança que possuímos hoje é o voto!
Se depois de todos estes movimentos, não houver mudanças, creio que não terá cumprido seu propósito. Para nós cristãos, pensemos na questão de que, quando um princípio absoluto estabelecido por Deus é quebrado, Deus retira a sua benção. Não pensem que Deus vai abençoar uma nação que institucionaliza o casamento gay, a descriminalização do aborto e a destruição de outros valores morais. Pense nisso.
            Termino dizendo que as manifestações pacíficas, por mudanças, são bem vindas, legítimas e nos orgulham, de verdade! Porém as provocadas por uma “pequena minoria”, não podem ser aceitas,pois são,na verdade, criminosas. De “pequena em pequena”, tem causado grande estrago no Brasil.
            Agora, existem pequenas influências que fazem bem. Uma pequena luz em meio a escuridão faz diferença!
            Ao invés de afirmar: “Quantas minorias são necessárias para se fazer um grande estrago”. Tomara que nós possamos afirmar: “Quantas minorias são necessárias para se fazer uma grande obra”

Deus abençoe e salve a nossa nação!

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva