sexta-feira, 16 de maio de 2014

DIFERENÇA ENTRE O DEMOCRÁTICO E O TOTALITÁRIO



- Um regime verdadeiramente democrático defende o princípio da alternância no poder, ou seja, admite-se que pode ganhar ou perder.
- O totalitário, quer manter-se único no poder.

- Um regime verdadeiramente democrático admite que, quem veio antes, pôde ter feito coisas boas e quem virá depois, também poderá fazê-lo, mesmo que seja sua oposição.
- O totalitário não admite nada de bom que seu antecessor tenha feito, e afirma que ninguém poderá fazer melhor depois.

- Um regime verdadeiramente democrático busca convencer com suas teses, dentro do princípio do debate e das propostas.
- O totalitário impõe a tática do medo, bem ao estilo marxista leninista, do tipo, se mudar, será o desastre.

- Um regime verdadeiramente democrático defende o princípio democrático da liberdade constitucional das instituições, como a imprensa e as opiniões públicas.
- O totalitário, cerceia as liberdades e tenta impor apenas a sua visão, além de manipular, pela força do governo, a imprensa, de acordo com os seus interesses.

- Um regime verdadeiramente democrático, em havendo erro e/ou corrupção no seu quadro político, admitirá a investigação e punição, ou até a expulsão daquele que for culpado.
- O totalitário não admite os erros daqueles que compõem seus quadros, antes buscam encobri-los, defender seus corruptos e lançar a culpa sobre os outros, até na justiça.

- Um regime verdadeiramente democrático defende uma relação sadia e humana, admitindo acertos e erros, dentro de seus próprios quadros políticos.
- O totalitário estabelece uma relação radical, tendendo ao fanatismo, nas suas instituições, não consegue enxergar erros ou falhas. Há casos de verdadeira lavagem cerebral.

- Um regime verdadeiramente democrático busca o equilíbrio e o acordo.
- O totalitário, os extremos, ainda que “debaixo dos panos”.

- Um regime verdadeiramente democrático irá utilizar, da maneira que for possível, tanto a máquina, como os recursos públicos, de maneira ética, pois tem a consciência de que está administrando o que não é seu, mas sim do povo.
- O totalitário irá manipular e ocupar, para benefício próprio, a máquina pública, o que certamente irá gerar corrupção e ineficiência na administração do que é público.

- Um regime verdadeiramente democrático irá respeitar a independência e a liberdade, respeitando a pluralidade dos 3 Poderes (executivo, legislativo e o judiciário), defendendo-os e não jogando a opinião pública contra eles, pois são a coluna da democracia.
- O totalitário não tem este respeito, basta seus interesses serem contrariados, que irá jogar a opinião pública contra o legislativo ou o judiciário.

-  Um regime verdadeiramente democrático entende que o  Estado está acima do governo, portanto não governará para si mesmo.
- O totalitário, na prática, quer fazer com que o seu governo esteja acima do Estado, pois governa para o seu próprio partido, base aliada, não querendo nunca a alternância.

            O único que está no absoluto, que governa acima de todos é Deus. Os seus princípios não se questionam, pois Ele sabe o que é melhor para a humanidade. Louvado seja o seu nome, pois Ele é soberano e não tirano, tem do poder e autoridade, mas não é autoritarista, Ele é eterno, sua glória enche toda a terra, rege com amor, justiça e soberania todas as coisas, defende o pobre e o oprimido, mas não deixará impune o corrupto e o perverso, não contraria a Sua própria Palavra, antes, vela para a fazer cumprir, portanto, todo governante que  for sábio, irá respeitar os Seus princípios, e todo o que coloca no poder um governante, que for sábio, não irá colocar no poder alguém que não respeita os princípios absolutos de Deus e da Sua Palavra.

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva 



quinta-feira, 8 de maio de 2014

“E SERÃO OS DOIS UMA SÓ CARNE...”




“Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher;e serão os dois uma só carne” Mt 19:5.


            Esta é uma verdade biblicamente legítima apenas para casais casados, pois revela:

* A profundidade da aliança: Deus leva isso a sério. Casamento é para a vida toda.

* A profundidade da intimidade: Isto é uma benção legítima para casais casados (apenas para eles).

* A profundidade da reciprocidade: Não devem existir “segredinhos” entre eles e, muito menos mentiras.

* A profundidade do companherismo: Deus dá ao casal o privilégio de um está ao lado do outro durante toda a vida, crescendo com os erros e acertos. O problema é que muitos não estão dispostos a perseverarem neste propósito.

Deus abençoe aos casamentos e as famílias.

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva. 





quarta-feira, 23 de abril de 2014

JORGE: DE MÁRTIR A MÍTICO E/OU MÍSTICO



            A história do irmão em Cristo, Jorge de Anicii, é igual a de muitos mártires da época do Império Romano. Morreram contra a idolatria, mas depois foram transformados em ídolos. No caso dele, ainda tem um agravante, que são os contos místicos e míticos envolvendo a sua história. Desejo dividir esta análise em dois tempos. O primeiro é tratar do irmão em Cristo que foi martirizado e o outro é tratar da idolatria e misticismo envolvendo o seu nome, e no caso do Brasil, pior, o sincretismo religioso!
            Jorge de Anicii (275-303 d.C.), filho de pais cristãos, ainda jovem também tornou-se seguidor de Jesus Cristo. Nascido na Capadócia, depois da morte de seu pai, foi para a Palestina com sua mãe. Tornou-se um bravo e eficiente soldado do império romano, tão eficiente que atingiu o posto da capitão, como sua fama chegou a Roma, foi convocado a assistir na corte, junto ao Imperador Diocleciano.
            A grande questão é que Diocleciano atribuiu o processo de queda pelo qual o império já estava passando, ao largo crescimento dos cristãos. O que os sacerdotes da religião romana diziam era que os deuses romanos estavam furiosos. Diocleciano foi um dos piores, senão o pior perseguidor dos cristãos no 3º século da Igreja.
            Em uma reunião da corte, sobre a perseguição aos cristãos, Jorge afirma sua fé, afirmando ser Jesus Cristo a verdade e serem falsos os deuses romanos. Isto enfureceu o imperador, que, na tentativa de fazer o irmão Jorge desistir, foi mutilando-o aos poucos, até que, por fim ele foi degolado. Por ser um influente soldado, tal história rapidamente se alastrou pelo império. A Conseqüência foi dupla. Uma positiva e a outra negativa. A positiva, foi que, muitos cidadãos do império, diante da tal testemunho, se converteram. A negativa, infelizmente, foi que, a veneração em torno do nome dele tornou-se tão forte, que assumiu proporções míticas e místicas. Pouco tempo depois, com a ascensão do Imperador Constantino, que por um lado, pois fim à perseguição aos cristãos, porém por outro, fez aumentar e, aos poucos, institucionalizar o processo de paganização, o culto a Jorge e o mistiscismo em torno dele tomou proporções  universais, no Império.
            Além de místico, o nome de Jorge toma proporções míticas, pois espalha-se a lenda do guerreiro matando o dragão, bem estilo de uma cultura mítica pagã grego/romana. Era o processo contínuo de paganização da igreja romana. No final do V século, oficializou-se a canonização de São Jorge, quase dois séculos depois de sua morte, que foi em 303 d.C. Até então era cultura e fé popular. A figura histórica, passou por um processo longo de tornar-se místico e mítico!
            Que triste, um cristão que morreu de forma fiel, contra a idolatria, tem hoje seu nome idolatrado e são construídas imagens de escultura e são feitas orações a ele, quando o próprio irmão Jorge declarou que era somente a Deus que se devia adorar e orar!
            No caso do Brasil, a coisa torna-se ainda pior, pois o que já era místico e mítico, tornou-se sincretista. Como no caso de vários santos da Igreja Católica, em que eles ganham outros nomes na Macumba ou no Candomblé, São Jorge ganha o nome de Ogum na Macumba e é venerado, num enorme sincretismo religioso no Brasil. Não adianta querer disfarçar, a “simbiose” destes nomes: Jorge e Ogum é muito forte e admirada por milhares de brasileiros. Milhões dos que declaram-se católicos no Brasil, veneram Ogum, afirmando serem a mesma pessoa. Como minha análise não é sociológica, mas sim teológica, afirmo que isso tudo é místico, mítico, sincretista e, por fim idolatria!
            A Bíblia diz: “Feliz é a nação cujo Deus é o senhor” Sl 33:12. Em Ex 20: 3,4,5a: “ Não terás outros deuses diante de mim,não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu nem debaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra, não te encurvarás diante delas, nem as servirás...”. Sl 115: 4-7: “ os ídolos  deles são prata e ouro, obra das mãos de ouro. Tem boca mas não falam;tem olhos mas não vêem; tem ouvidos mas não ouvem; tem nariz mas não cheiram; tem mãos mas não apalpam; tem pés mas não andam; nem som alguma saem das suas gargantas”. Em I Tm 2:5, diz: “ Porque há um só Deus e  um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,  homem”.
            Prefiro dobrar os meus joelhos e orar somente a Deus, o Senhor dos exércitos ( Jeová Sabahoth ). Prefiro confiar em Jesus Cristo aquele que virá montado num cavalo branco, cujo nome é fiel e verdadeiro; julga e peleja com justiça. O nome Dele é o Verbo de Deus. General de guerra, que nunca perde uma batalha!

Deus nos abençoe!

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva