sexta-feira, 18 de abril de 2014

CRISTO, A NOSSA PÁSCOA JÁ FOI SACRIFICADO


            A Páscoa teve, sob o ponto de vista bíblico, a sua origem no Antigo Testamento e estava relacionada diretamente ao povo de Israel. Deus levantou Moisés para ser instrumento de libertação do povo de Israel, que estava escravo no Egito. O coração de Faraó estava endurecido, por isso Deus enviou 9 pragas, que não fizeram com que o rei do Egito descesse de sua arrogância e permitisse a libertação do povo de Deus. Faltava a 10ª praga, a morte dos primogênitos.
Deus ordenou a Moisés que, as famílias dos filhos de Israel deveriam sacrificar um cordeiro e aspergir o sangue nos umbrais de suas portas. Deveriam, também, reunir-se em família para comer a carne do cordeiro assada, junto com ervas amargas e pães ázimos. Naquela noite, o anjo enviado da parte do Senhor feriu de morte todos os primogênitos que não estavam com o sangue aspergido em suas portas. Ex 12
Isto não apenas caracterizou a libertação dos filhos de Israel do Egito, como também a instituição da Páscoa, ou PESSACH, no hebraico, cuja tradução, embora complexa, pode significar: “saltar por cima ou passar por cima”.
Para os cristãos o significado da Páscoa está associado à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele celebrou a páscoa com os discípulos e deu a ela um significado universal. Na última ceia, Cristo disse que o pão significava o seu corpo que seria sacrificado. O cálice significava o seu sangue que seria derramado por causa dos nossos pecados.
            Foi durante esse período que Ele foi crucificado e, no primeiro dia, o domingo, ressuscitou. Assim como, na páscoa dos judeus, a casa que estivesse com o sangue do cordeiro aspergido, seria livre da morte, Cristo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi sacrificado e aquele cuja vida tem o sangue de Cristo, é livre da morte eterna e, mesmo que um dia passe pela morte física, terá a certeza da ressurreição, pois Cristo está vivo!
            O apóstolo Paulo claramente afirmou: “...porque Cristo,a nossa Páscoa, já foi sacrificado” I Cor5:7. Para os cristãos a páscoa tem sua aplicação em Cristo. Nele tudo foi cumprido.
Não precisamos, portanto, repetir e nem viver de acordo com ritos do Antigo Testamento e muito menos tomá-los como base para comemorarmos a páscoa. NÃO HÁ NENHUM REGISTRO NO NOVO TESTAMENTO, nem nos Evangelhos, nem nas Epístolas, nem no Apocalipse, em que se ordene fazer alguma abstinência de comida durante este período. A única relação direta que Cristo fez foi a ordenação da Ceia do Senhor, onde o pão simboliza o corpo e o cálice simboliza o seu sangue.
            De coração, respeitamos todas as correntes do Cristianismo, contudo, o verdadeiro referencial é a Igreja Primitiva, a de Jerusalém, não a de Roma do séc.IV, nem a de Constantinopla do séc. XI, nem a da Alemanha do séc. XVI.
            Não há registro de que a igreja primitiva fizesse essa abstinência. Nenhum apóstolo, nem Cristo a ordenou. Há sim, registros de que a quaresma começa a ser instituída a partir do IV século, pós Constantino, na igreja romana. Segundo a Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, mesmo que alguns argumentem que já no terceiro século havia esporadicamente, cristão que faziam alguma abstinência nesse período, contudo, não havia institucionalização de proibição de se comer carne. Muitos dos que faziam alguma abstinência, tais como jejum ou esmolas, comiam carne. Ainda segundo a Enciclopédia, foi no séc. IX que a forma atual dessa data foi definitivamente estabelecida.
            Não há nenhuma base bíblica para afirmar que é a pratica dessas liturgias que oferecem graça ou salvação. A Absolvição dos pecados é dada mediante a obra de Cristo e não das nossas penitências. Embora se argumente que o número quarenta está registrado na Bíblia, e está, contudo, associar  diretamente a páscoa cristã com quarenta dias, não foi escrito em nenhum texto do Novo testamento, como doutrina para a Igreja.
            No Brasil a coisa é ainda mais curiosa. A quarta feira de cinzas, que da início à quaresma, ocorre um dia depois da terça feira de carnaval. A grande maioria pula carnaval, em pleno nudismo, prostituição, bebedeira, fumo, brigas e depois, tudo bem, é só entrar na quaresma e na sexta feira não comer carne, “ano que vem terá mais carnaval” ( sei que nem todos os católicos fazem desse jeito).
            A lembrança da páscoa deve ser contínua em nossa mente e em nosso corpo. Durante toda a vida, devemos apresentar os nossos corpos como um sacrifício vivo, santo a agradável a Deus.
            Creio, que nós evangélicos não precisamos ficar preocupados com o fato de comer carne neste período, desde que não seja aquelas orientadas em Atos 15 e o álcool. Paulo diz claramente: “Comei de tudo o que se vende no mercado (ou açougue), nada perguntando por causa da consciência, porque do Senhor é a terra e a sua plenitude” I Cor 10: 25, 26.
            Creio, também, que não devemos ficar preocupados com o fato de comer peixe, principalmente aqueles cujos parentes são católicos e o cardápio for apenas isso. Eu particularmente não gosto de comer peixe nessa data porque o preço vai lá para cima, prefiro esperar baixar o preço. Também não precisamos ficar perdendo tempo, debatendo ou discutindo este assunto, pois o “Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” Rm 14:17. Comendo carne ou não, o que torna alguém salvo é reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz do calvário e confessá-lo como único e suficiente Senhor e Salvador, vivendo u ma vida de santidade, não apenas por um período, mas durante toda a vida.
            Só sei que, comendo carne ou não, o que não esquecerei jamais, não apenas na páscoa, mas durante toda a minha vida, é que Jesus Cristo morreu pelos meus pecados, ressuscitou ao terceiro dia ;Ele é o meu Salvador, tenho a certeza da minha salvação, não pelos meus méritos, mas pela sua maravilhosa graça. Creio, também que Ele breve voltará para nos arrebatar.
Dessas coisas jamais devemos nos esquecer, durante as 24 horas do dia, os 7 dias da semana, os 30 ou 31 dias do mês e os 12 meses do ano e todos os anos da nossa vida!
Como diz aquele antigo hino que cantávamos nas nossas igrejas: “ó, eu nunca esquecerei o que Deus fez por mim”.

Deus nos abençoe!


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva 

segunda-feira, 31 de março de 2014

NENHUMA DITADURA, SEJA ELA QUAL FOR


Hoje, 31 de março, boa parte da mídia e até alguns integrantes do Senado e o Palácio do Planalto, lembraram os 50 anos do que se chama de “Ditadura de 1964”, ou “golpe de 1964”. Bom, meu propósito não é fazer uma análise histórica, até porque, história de verdade, tem que analisar todos os fatos, de todos os lados.
            O propósito em questão é afirmar que, nenhuma ditadura vale a pena, seja ela qual for, de “direita”, de “esquerda”, seja em sistema Republicano ou Monarquia, seja Parlamentarista ou Presidencialista.
            Devemos entender, também, que, numa democracia, não podemos cair, nem no extremo da censura, que sufoca a liberdade de expressão, nem na libertinagem de achar que, “tudo pode”, tolindo a liberdade do próximo. Creio que o Brasil não soube tratar com esta transição! A baixa qualidade dos programas de TV e Internet que estimulam as drogas, a violência e a imoralidade sexual são prova disso.
            Por exemplo, em nome da liberdade de combater o estupro contra as mulheres ( e que se deve combater mesmo), porque a mídia está mostrando, em horário nobre, mulheres nuas? É claro que, nada justifica a violência sexual contra ninguém, esteja a pessoa vestida como estiver, agora, porque usar de violência ao pudor, para combater outra violência. Esta sociedade está hipócrita mesmo!
            Se ditadura alguma faz bem (e não faz mesmo), que não se omita, também, as ditaduras comunistas, que são terríveis e atuais.
            O que dizer do Coréia de Norte, um dos países mais ditadores do mundo hoje. E da China, que toli a liberdade de expressão, persegue as igrejas evangélicas e católicas. E a Venezuela, que está em plena ditadura, com o Presidente Maduro. Lá está acontecendo perseguições, cassações, prisões e até morte os opositores. Não esqueçamos de Cuba, que todos sabem que, na geração Castro, sempre teve ditadura, os atletas de lá que o digam!
            Preocupa, a posição difícil pela qual alguns jornalistas, que criticam o atual governo no Brasil estão passando. Alguns sendo processados, outros sendo afastados, e, até emissoras sendo intimidadas.
            Sim, que esta data nos relembre que devemos, de fato, viver numa democracia, que nunca se persiga ninguém por liberdade de expressão, que a imprensa seja livre e que as pessoas tenham o direito de ser de “direita”, “centro” ou “esquerda”. Estava ouvindo o comentário de um professor de história, em um canal de TV, enquanto comentava sobre a lembrança desta data. Ele achava “preocupante” o fato de que, 50 anos depois, ainda tem gente fazendo marcha pela família. Pois bem, quando é marcha pela maconha, casamento gay e aborto pode? Porque não marcha pela família? A democracia que eles querem ensinar a essa garotada é que o certo é invadir a reitoria de uma Universidade, virar o carro da polícia, arrancar a Bandeira do Brasil e colocar  uma bandeira vermelha, e tudo isso por causa de maconha? Tenham paciência!
            Se vivemos mesmo numa democracia, realmente que não volte nenhuma ditadura. Eu desejo ter o direito de dizer que não sou marxista, que sou a favor da família tradicional, que sou contra o aborto e contra a liberação da maconha. Que a bandeira do nosso país é verde, amarelo, azul e branco.
            Se acham “positivista” ou não, desejo continuar dizendo: Deus abençoe o Brasil. Deus abençoe as famílias! Viva a democracia!

Pr. Cláudio César Laurindo a Silva



quinta-feira, 27 de março de 2014

A FORÇAÇÃO PARA DOBRARMOS SOMENTE À ESQUERDA



            Uma das bases de uma democracia consiste na pluralidade de suas ideologias e na discussão sadia das mais variadas origens de pensamento. Seja ela de “direita”, “centro” ou de “esquerda”. É importante que todos sejam ouvidos e expressem suas teses.
            Contudo, quando esta discussão vira discurso de uma ideologia só e polariza-se no sentido de que, aqueles que pensam apenas de um jeito são os “politicamente corretos”, e os outros são os “politicamente errados”, aí, passamos a caminhar para uma ditadura.
Aqueles que estão, a algum tempo, acompanhando os passos que este país está tomando, percebem o caminho lento e crescente que ele está seguindo. A tendência da América Latina, em, aos poucos, transformar-se num continente socialista, no modelo Che Guevariano, está tornando-se uma realidade também no Brasil. Isto não está sendo feito da noite para o dia. É um processo de MUDANÇA DE BASE e já está existindo no Brasil a décadas! A grande maioria da população não percebe e está sendo manipulada. Isto não é “paranóia ideológica”, mas sim uma observação racional.
            A primeira grande instância encontra-se no mundo acadêmico. Cursei, de forma incompleta, duas faculdades seculares (Engenharia e Economia) e completei a de História, portanto, acompanhei o ciclo básico delas. A ideologia de Marx e de Engels são dadas como as únicas corretas. Isto está se avolumando cada vez mais. Não existe uma discussão de mais de uma teoria. Na verdade, o que está acontecendo, principalmente nas chamadas áreas de humanas, é a apresentação de outras correntes como sendo as opressoras e imperialistas ( como se o sistema comunista também não fosse) e a comunista como sendo a  politicamente correta. Estão “divinizando” Marx e Che Guevara, sem dar a biografia completa deles. Não estou dizendo que se deve omitir estas ideologias dos cursos, porém, o que estão praticando, é uma verdadeira falta de ética acadêmica, onde as ideologias políticas estão se sobrepondo sobre as responsabilidades da educação equilibrada. Esta garotada está passando por uma verdadeira “lavagem cerebral” e, infelizmente, a UNE ( União Nacional dos Estudantes) tornou-se, apenas, um instrumento político.
            A outra instância está acontecendo a nível da mídia. Infelizmente, boa parte dela está “vendida”. Dois fatores contribuem para isto: O primeiro é o fato de que, boa parte dos jornalistas são ideologicamente de esquerda, principalmente por saberem que, no Brasil, políticos de esquerda são os maiores defensores de assuntos como, união entre pessoas do mesmo sexo, aborto e liberação da maconha. Segundo porque, o Governo está com o poder nas mãos, portanto, ele exerce influência sobre boa parte da mídia, sabe-se lá como.
            Uma outra instância está a nível da exploração de uma política de massificação. Ela está acontecendo em toda a América Latina. É “simples”. É só “divinizar” um e “demonizar” o outro. É mais difícil examinar as coisas de forma mais ampla, analisando os múltiplos fatores. Esta política é tão hipócrita que, enquanto estão na oposição eles mobilizam a população contra tudo o que se faz, porém, quando estão no poder, além de cometerem os mesmos erros, fazem pior, perseguem seus opositores, com a acusação de “fascistas”, por serem contra seus modelos “socialistas”. Normalmente, estes modelos são anti democráticos e ditatoriais. Não podemos esquecer a forma grandemente assistencialista que exercem seus governos, prendendo seus eleitores, porém sem exercerem mudanças profundas e tecnicamente corretas, no que tange à política econômica.
            Por último, (dentre outros fatores que poderiam ser abordados) o que está contribuindo para que o Brasil, assim como a América Latina, esteja se transformando num país de modelo socialista Che Guevariano, é a influência na área religiosa. No Brasil, ela exerce uma grande influência. Esta turma de esquerda sabe disso. Eles sabem, também, que suas idéias em defesa do casamento gay, aborto, liberação da maconha, dentre outras, não são aceitos pelos líderes cristãos ortodoxos ou mais conservadores. Qual a tática então?
            Primeiro, eles sabem que não há resistência com a linha da Teologia da Libertação, que é aceita por parte de alguns padres católicos, ou com a Teologia da Missão Integral, que é aceita por parte de alguns pastores evangélicos ( principalmente da chamada linha tradicional), pois tais linhas são claramente marxistas. Qual a estratégia então?
* Usarem estes líderes para aproximar os outros.       
* Prometerem não mexer nestas áreas ( casamento gay, aborto, etc) caso sejam eleitos ( só que eles tem mecanismos, sem que se perceba, para aprovar o que querem acerca destes assuntos, e nós acabamos nem percebendo). Além deles combinarem não explorarem estes temas nas eleições
*Agradecerem a grande desinformação de muitos líderes cristãos (principalmente evangélicos).
* Fazerem acordos políticos com líderes cristãos ( infelizmente muitos pastores), no sentido de troca de favores, cargos políticos e indicações de candidaturas, e muitos vão, sem nem mesmo conhecerem a história ou ideologia dos partidos.
            Enfim, como escrevi no início, acredito que uma democracia consiste na composição da pluralidade, até daquelas que eu não concordo, desde que respeitem meu direito de discordar delas e defender minhas teses também. Contudo, o que está preocupando muita gente séria é esta tendência a uma “ditadura de um pensamento só”, a criminalização de quem pensa diferente e age diferente.
            Respeito quem pensa diferente, porém quero continuar pensando e declarado que não sou marxista, que, também, sou a favor da família no modelo tradicional, formado a partir da união de um homem e uma mulher, que sou contra o aborto e a favor da vida, desde a sua concepção, que sou contra a liberação da maconha e por aí vai.
            Cada um tem o direito de ter o seu pensamento, agora, por favor, que não forcem, a qualquer custo, que o Brasil dobre somente à esquerda!   
Se a turma marxista, Che Guevariana vai achar a minha frase “positivista” ou não, quero continuar tendo o direito de dizer: Deus abençoe o Brasil e as famílias!


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva