quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?


            O capítulo 3 de Zacarias nos mostra um quadro interessante. Diz que o Sumo Sacerdote Josué estava diante do Anjo do Senhor, porém o Diabo estava à sua mão direita para lhe opor. Este era o quadro:

Josué

Anjo do Senhor x Satanás  

1. Josué representa o líder espiritual

2. Satanás era o inimigo e estava se opondo, tanto a Josué, como ao Anjo do Senhor. A Bíblia diz que Satanás é o acusador dos crentes ( Ap 12:10).

3. O Anjo do Senhor ( Malak YaHWéH) , é uma Teofania e representa o próprio Senhor. Aponta para Jesus Cristo, pois aparece com atributos divinos, porém distinto do Pai. Assim como o Anjo do Senhor repreendia a Satanás, a Bíblia diz que Jesus é o nosso defensor, advogado ( I Jo 2:1). Josué até estava com vestes sujas, porém o Anjo do Senhor trocou-lhe as vestes.

No lugar de Josué, coloque seu líder espiritual, seu pastor.

PERGUNTA: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? DO LADO DO ANJO DO SENHOR OU DO LADO DE SATANÁS? 

Conclusão: Não use seus lábios para acusar nem para difamar. O Diabo já tem grau de doutorado nisso. Defenda as verdades como um princípio e não por revanchismo nem por questões pessoais. É sempre melhor estar do lado do time de Jesus!

Sê tu uma benção!

Pr. Cláudio César Laurindo da Silva


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS


            Meus irmãos, desejo escrever algo sobre um assunto que está inquietando a muitos cristãos nestes dias no Brasil. A questão da idolatria. O título dado ao texto faz parte do versículo 10 do capítulo 4 de Mateus. É claro que este assunto não se esgota num texto. Espero, se o Senhor me permitir, escrever algo mais extenso ( não apenas em um texto) ou falar especificamente sobre este assunto. Oro a Deus para que, aqueles que o Espírito Santo permitir que leiam o texto todo, possam partilhar com outros, não como uma forma de exaltação própria, pois senão, o conteúdo do texto voltaria contra mim mesmo. Deus tenha misericórdia e me livre da “egolatria”! Sei que alguns textos meus são um pouco longo, contudo, tento “enxugá-los” ao máximo. Leiam com paciência, pois o tema é muito importante.
Desejo começar, trazendo a definição da palavra ídolo. Ela é derivada de duas palavras gregas: eídolon (ídolo) e latréia (adoração). No N.T. a palavra “eidololatréia” é traduzida por “idolatria ou culto prestado à imagem (de um deus)”.
            Num sentido mais amplo, todos concordam que a idolatria é tudo aquilo que tira Deus do seu lugar de preeminência e substitua por outra coisa, pessoa, bens ou até a si mesmo (egolatria). Paulo, tanto em Col 3:5 como em Fil 3:19 deixa transparecer isso. Lutero no século XVI também escreveu coisa semelhante. Contudo há um fato. Os povos antigos tinham por costume transformar em imagem tudo o que cultuavam, veneravam, adoravam e ofereciam sacrifícios. Era comum construir imagens, fossem elas de madeira, de pedra, gesso ou outro material que fosse possível. A forma de culto era basicamente externa e visível. Alguma figura deveria ser vista ou tocada para que fosse objeto de prostração.
            Deus proibiu veementemente a construção de imagens de escultura para o povo de Israel, como forma de adoração e culto, justamente para contrapor aos costumas pagãos dos povos antigos. Já no período da Igreja Primitiva, o Império Romano teve grande dificuldade em aceitar a forma de adoração dos cristãos, por ser a um Deus invisível e de forma interna. Eles encaravam isto até como uma forma de ateísmo, visto que os romanos tinham um aspecto visível e externo da adoração das suas imagens.
Entendemos então, que, tanto no A.T. como no N. T. há uma direta relação entre idolatria e a construção de imagens visíveis, as quais eram objeto de adoração e de se oferecer sacrifícios.
A Bíblia Sagrada proíbe a adoração e a veneração de imagens de escultura. Existem várias passagens que, claramente dizem isto: Ex 20: 3-5 ; Sl 115: 3-9 ; Is 44: 9-20 ; Jo 4:24 ; I Cor 8: 5,6 ; I Cor 10:14.
O povo de Israel por várias vezes caiu nesta tentação e cedeu aos ídolos dos povos pagãos. A conseqüência foram os cativeiros, tanto para o reino do Norte, como para o Reino do Sul.
A Igreja cristã, infelizmente, com o processo de paganização, principalmente a partir da união entre Igreja e o Estado Romano, foi cedendo, aos poucos, às práticas dos cultos pagãos. A idéia de veneração às imagens que eram praticadas pelos romanos, passarem a penetrar na Igreja, só que com os nomes de cristãos, tanto do período bíblico, como do período da perseguição. A Igreja Romana é o subproduto deste processo de paganização e, até hoje não abriu mão de um centavo disto.
            Os pré reformadores ( mesmo que eles mesmos não sabiam que ganhariam tal designação) e os reformadores, foram canais de Deus para que a luz não se apagasse na História de Igreja, sim, a verdadeira Igreja que, desde Jerusalém adora ao único Deus, em espírito e em verdade!
            Quero deixar claro que, embora existam várias formas de idolatria e todas elas são reprovadas por Deus e pela Sua Palavra, contudo, não aceito a opinião de que estão no mesmo patamar a Igreja Romana e as Igrejas Evangélicas. Explicarei!
            Se algum evangélico, que desde a sua infância na E.B.D. recebe o ensinemento de que não se deve adorar as imagens de escultura, começar a desenvolver outras formas de idolatria, como por exemplo a ganância,  um artista gospel ou outra coisa qualquer, certamente ele estará cometendo um grave pecado e vai dar conta disso diante de Deus. Agora, convenhamos, comparar isto para justificar ou amenizar a idolatria histórica da Igreja Romana, não tem o mínimo cabimento. Existe uma diferença estrutural.
            Se algum evangélico (na verdade falso, pois um verdadeiro não vai cair nessa) , começar a desenvolver idolatria às coisas citadas acima, ele o fará por conta própria. Não lhe é ensinado nem estimulado isto por seus pastores. Pelo contrário, si isto está sendo praticado por alguns é por justamente não estarem dando ouvidos aos ensinamentos pastorais!
            Agora, na Igreja Romana é diferente. Temos a INSTITUCIONALIZAÇÃO da veneração e dos cultos às imagens de escultura. É questão de doutrina e isto há séculos! É só observar os Concílios, a partir da Idade Média, quando estas práticas foram estabelecidas e aceitas como verdadeiras para eles.
            No Brasil a coisa se complica ainda mais, devido ao enorme sincretismo religioso. Além disso, tenho dito que o Brasil, na prática, é ainda muito “Aparecidólatra”.
            Não obstante se diga que não é idolatria, todavia na prática não funciona assim. O argumento usado afirmando que Deus permitiu algumas imagens serem construídas, como a serpente de bronze e os querubins na arca, não tem fundamento consistente, pois, não vemos, em nenhuma passagem, Deus autorizando Israel a fazer orações e nem pedir a mediação destes símbolos. Pelo contrário, Deus mandou mais tarde destruir a serpente de bronze, pois acabou virando objeto de idolatria.
            Concluo dizendo que, somos monoteístas e adoramos a um único Deus em espírito e em verdade. A Bíblia apresenta, como inferência no A.T. e referência no N.T., tanto o Deus Pai, Filho e Espírito Santo com atributos divinos e dignos de adoração. Uma só Divindade, um único Deus, Triuno e verdadeiro. É somente diante deste Deus que devemos nos curvar, sem precisar construir imagens visíveis, pois Jesus nos ensinou que Deus é Espírito e devemos adorá-lo em espírito e em verdade. Qualquer outra pessoa, por mais nobre que tenha sido, não deve ocupar este lugar. Eu só dobro o meu joelho para adorar a Deus!
            Glórias, pois, ao Deus Pai, Filho e Espírito Santo para todo o sempre. Amém!


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva
                       



sábado, 3 de agosto de 2013

NÃO SE COMBATE VIOLÊNCIA COM A POSSIBILIDADE DE OUTRA, POR MÍNIMA QUE SEJA


            Desejo “compartilhar” um importante esclarecimento que, para muitos está passando desapercebido, acerca da aprovação do PLC 03/2013 que foi sancionado pela Presidente da República nestes dias.
            Esta Lei diz respeito ao atendimento, nas redes públicas ou a elas conveniadas (sejam religiosas ou não), às pessoas que sofrerem ato de violência sexual. O ponto mais controverso é a liberação da pílula do dia seguinte para as mulheres, ou adolescentes que procurarem estes atendimentos.
            Primeiro é importante ressaltar que existem pontos positivos nesta lei, como por exemplo, o direito ao exame HIV e outros acompanhamentos. Com isto, todos nós concordamos!
            O que está gerando preocupação, no entanto, são alguns pontos desta lei que, não obstante ao apelo de entidades religiosas, ligadas, tanto à igreja católica, como evangélica e espírita, a Presidente sancionou. A CNBB, por exemplo, lançou um manifesto em seu site lamentando pontos do artigo 2º e os incisos IV e VI  do artigo 3º.
            Existem brechas nesta lei que, quando paramos para analisar, tanto a proximidade, como a pressão dos movimentos feministas e abortistas neste governo, ficamos, como se diz no popular com “pulgas atrás da orelha”.
            Está incluso lá que não precisa haver o boletim de ocorrência. Ou seja, se uma mulher ou adolescente chegar no hospital e disser que sofreu uma violência sexual e deseja a pílula, isto já será motivo suficiente para que o médico ou enfermeira conceda. Não haverá averiguação criminal de que houve ou não a violência. Segundo a lei, se houver recusa, estará ocorrendo uma segunda violência. É claro que, quem sofre uma violência e procura um hospital, deve ter todo atendimento a que tem direito. O problema é que, se não há necessidade de um boletim de ocorrência, quem garante que todas as mulheres ou adolescentes que procurarem o hospital, terão,de fato, sofrido uma violência? Se alguém quiser o medicamento porque, simplesmente não se “programou” e teve relações sexuais?
            Outro fator é que, pode adquirir o medicamento quem teve qualquer relação não consentida. O termo parece vago. O que significa uma relação não consentida? Será que uma esposa poderá alegar que teve uma relação não consentida com seu marido e pedir a pílula?
            O mais grave é que, além de não haver a necessidade de um boletim de ocorrência, o medicamento que será fornecido gratuitamente será a pílula do dia seguinte (PDS), que será aplicado em até 72 horas após o ato sexual. O Governo está alegando que o PDS não é abortivo e apenas irá evitar a fecundação. A Presidente mudou até o termo “profilaxia da gravidez”, por “medicação com eficiência para prevenir gravidez resultante de estupro”. Outros alegam que, mesmo que tenha havido a fecundação, o PDS evita o óvulo fecundado de chegar ao útero da mulher, lugar onde,para eles, começa a gestação.
            Aí é que está o dilema. Quando começa a vida? Eles alegam que o conceito religioso não deve prevalecer neste caso. Porém será que é só uma questão religiosa? Muitos médicos alegam que, de um até cinco dias é possível haver a fecundação. Além disso, muitos médicos e farmacêuticos também afirmam que, o PDS pode evitar a fecundação, mas também pode impedir do ÓVULO JÁ FECUNDADO cair no útero, onde iria se desenvolver.
            Nós acreditamos que a vida começa na fecundação, ou seja, antes dele cair no útero. A partir da união do óvulo com o espermatozóide já temos as células pluripotenciais, contendo todas as características genéticas do ser humano. Será, apenas, uma questão de tempo e nutrição. O anjo disse a Maria: “ e conceberás (fecundação) e darás à luz um filho” Lc 1:31. Todo este processo deve ser respeitado.
            Chegamos então à conclusão de que, por menor que seja a possibilidade ( e não sei se é tão pequena assim), a pílula do dia seguinte pode ter uma caráter abortivo, pois pode impedir de um óvulo já fecundado cair no útero a mulher.
            Além de não haver a necessidade de um boletim de ocorrência, uma mulher que, simplesmente não quer ter o filho, pois sabe que está no período fértil, pode procurar um posto médico, alegando uma violência ou ato sexual não consentido e pedir para tomar a pílula. É claro que quem faz isso estará incorrendo numa mentira, porém, será que é impossível que aconteça? Não será isto uma forma incubada de descriminalização do aborto? Não tinha prometido a Presidente que não tomaria decisões que favorecessem o aborto?
            Onde está a voz profética da Igreja, dos seus ministros? Será que vão apenas tirar fotos bonitas no encontro com a Presidente? Teve até pastor dizendo, em nome não sei de quem que ela já estava eleita para um segundo mandato. Porque, ao invés disso, não cobrar uma posição ao favor da vida, desde a sua concepção? Já não bastam os embriões humanos que são assassinados nas pesquisas?
            Sou a favor da proteção e atendimento à todas as pessoas que forem violentadas. Este aspecto é positivo, agora, já que a pílula do dia seguinte pode sim ter  um caráter abortivo, então se trata de relativização do conceito de vida e de quando ela começa. Eu sempre irei acreditar que ela começa no momento da fecundação e então, matar um ser vivo, seja na fecundação, seja com dois meses de gestação, seja com mais tempo, é tudo aborto e se é, então estamos diante de um infanticídio e de um pecado!
            Combatamos sim a violência sexual, de preferência com boletim de ocorrência, para que estes criminosos sejam duramente punidos, porém nunca esqueçamos de que ...
                                        ... não se combate violência, com a possibilidade de outra, por mínima  que seja!

Deus nos abençoe!


Pr. Cláudio César Laurindo da Silva